Milhares de aposentados e beneficiários do BPC são vítimas de fraudes silenciosas todos os meses. Se você sente que sua dívida nunca acaba ou vê descontos estranhos no extrato, pode estar caindo em uma destas quatro armadilhas:
1. O Cartão Mascarado (RMC/RCC) Você pede um empréstimo comum, mas o banco entrega um cartão de crédito consignado. Como o desconto mensal cobre apenas os juros (pagamento mínimo), a dívida principal permanece intacta, criando um “desconto eterno”. A justiça entende que, se não houve informação clara, o contrato é abusivo.
2. Renovação sem Dinheiro (Churning) O banco renova sua dívida sucessivamente apenas para esticar o prazo de pagamento e gerar comissões, sem liberar um valor relevante para você. Essa “corrente” de empréstimos pode ser anulada na justiça se o contrato original for viciado.
3. A Fraude da “Selfie” e Biometria Muitos contratos são validados com fotos tiradas sob pretexto de “atualização de sistema” ou “prova de vida”. Através de perícia digital, é possível provar que o aparelho ou a localização da foto não coincidem com os do cliente, invalidando a assinatura. Lembre-se: o ônus de provar que a assinatura é verdadeira é do banco.
4. Golpes por Telefone e WhatsApp Criminosos fingem ser gerentes ou advogados para induzir transferências. Se os golpistas sabiam seus dados sigilosos, houve falha de segurança da instituição. O banco é responsável por permitir movimentações fora do seu perfil e pode ser condenado a restituir os valores.
O que fazer agora?
- Confira o extrato: Retire mensalmente o Histórico de Empréstimos (Hiscon) no “Meu INSS”.
- Reclame: Registre o ocorrido no Consumidor.gov.br ou no Banco Central para formalizar a prova de que você tentou resolver.
- Não aceite o silêncio: O desconto indevido em verba alimentar fere a sua dignidade.
Justiça não é sorte, é estratégia. Se você foi lesado, procure um especialista que utilize tecnologia para auditar seus contratos.
Cobrança indevida: o que fazer quando uma empresa cobra algo que você não deve?